A aliança

Esta é uma história exemplar, só não está muito claro qual é o exemplo. De qualquer jeito, mantenha-a longe das crianças. Também não tem nada a ver com a crise brasileira, o apartheid, a situação na América Central ou no Oriente Médio ou a grande aventura do homem sobre a Terra. Situa-se no terreno mais baixo das pequenas aflições da classe média. Enfim. Aconteceu com um amigo meu. Fictício, claro.

Ele estava voltando para casa como fazia, com fidelidade rotineira, todos os dias à mesma hora. Um homem dos seus 40 anos, naquela idade em que já sabe que nunca será o dono de um cassino em Samarkand, com diamantes nos dentes, mas ainda pode esperar algumas surpresas da vida, como ganhar na loto ou furar-lhe um pneu. Furou-lhe um pneu.

A Cobra e o Vagalume

Certa vez, um vaga-lume chamado Spy voava pela floresta e, como de costume, percorria determinado caminho para ir a sua casa. No meio do caminho, Spy notou a presença de um outro animal, mas não deu muita atenção, porque se tratava de uma cobra; um bicho que nunca o incomodou. Spy continuava a voar e percebeu que a cobra começou a segui-lo. Quanto mais rapidamente Spy voava, mais rapidamente a cobra o seguia. Em determinado momento, Spy cansou-se de voar em alta velocidade e, vendo que a cobra estava cada vez mais perto, resolveu parar. A cobra demonstrava raiva e deixava clara a intenção de devorá-lo. Spy, exausto e vendo que seria devorado pela cobra, pediu um minuto antes do ataque mortal e perguntou:
– Por que tu me segues? Por que tu queres me matar?

Mãe Executiva

Mãe: Acampar? De jeito nenhum! Você só tem 7 anos.
Filho: Tenho 15, mãe!
Mãe: Mas já?! Não é possível! Tem certeza?
Filho: Absoluta. È que nos meus últimos aniversários você estava trabalhando e esqueceu de ir.
Mãe: Esqueci, não. É que caíram em dia de semana. Se tivessem feito como eu sugeri...
Filho: Você sugeriu que mudassem o dia do meu aniversário para o primeiro domingo de maio.
Mãe: Exato. Domingo eu nunca trabalho.
Filho: papai contou que vocês se casaram num domingo e você trabalhou durante a cerimônia.

Notícias do A.T.U.N

No primeiro sábado do mês de maio, o Grupo A.T.U.N contou com a presença de 10 pessoas muito empolgadas e que logo serão futuros contadores de histórias, os caronas!

Pelas fotos vocês podem ver um pouco de como foi esse trabalho. Uma turma muito animada e bem preparada. Após passarem pelo treinamento teórico no Instituto História Viva, chegou a hora de ver como funciona na prática junto com os veteranos: esse é o Projeto Carona, que prepara os futuros Contadores de Histórias.

Plantando Sementinhas

O trabalho de contador de histórias é realmente gratificante, porém, algumas coisas que acontecem durante a “contação” nos fazem ter certeza de que estamos trilhando o caminho certo.
Muito mais que distrair os pacientes num momento delicado de suas vidas, é “plantar as sementinhas” do gosto pela literatura. Muitas crianças descobrem nesses momentos lúdicos o mundo maravilhoso dos livros e passam a olhar-los de forma diferente.
Nesse último sábado, dia 17/04, ouvimos (a Daniele e eu) de uma mãe que tem um bebê internado há algum tempo, algo mais ou menos assim: “meu filho ainda não entende as histórias, é muito pequeno, mas eu fico prestando atenção quando vocês contam, para depois poder contar para ele”.
Lembro também de um momento especial que vivenciei quando ainda estava em treinamento: contamos algumas histórias para as crianças e suas mães no corredor do HC e conseguimos mantê-los atentos o tempo todo. Quando estávamos nos despedindo para atender outros pacientes, vimos as crianças correrem para pegar seus livrinhos e pedirem para suas mães continuarem com a contação.... foi um momento mágico.

Uma Maneira de Compreender o Significado da Paz Profunda

Havia um Rei que ofereceu um grande prêmio ao artista que fosse capaz de captar em uma pintura a Paz Profunda.

Muitos artistas apresentaram suas telas. O Rei observou e admirou todas as pinturas, mas houve apenas duas de que ele realmente gostou e teve de escolher entre ambas.

A primeira era um lago muito tranqüilo. Este lago era um espelho perfeito onde se refletiam plácidas montanhas que o rodeavam. Sobre elas encontrava-se um Paraíso muito azul com tênues nuvens brancas.

Mineirinho Dando Má Notícia

CASEIRO Alô, Sô Carlos? Aqui é o Uóshito, casêro do sítio.
PATRÃO Pois não, Seu Washington. Que posso fazer pelo senhor? Houve algum problema?
CASEIRO Ah, eu só tô ligando para visa pro sinhô qui o seu papagai morreu.
PATRÃO Meu papagaio? Morreu? Aquele que ganhou o concurso?
CASEIRO Ele mermo.
PATRÃO Puxa! Que desgraça! Gastei uma pequena fortuna com aquele bicho! Mas ... ele morreu de que?
CASEIRO Dicumê carne istragada.
PATRÃO Carne estragada ? Quem fez essa maldade? Quem deu carne para ele?
CASEIRO Ninguém. EIe cumeu a carne dum dos cavalo morto.
PATRÃO Cavalo morto? Que cavalo morto, seu Washington?